O Instituto de Cirurgia "InVideo", ou "Instituto de Cirurgia Minimamente Invasiva de Brasília", é um verdadeiro centro de tratamento cirúrgico de miomas uterinos, pelas mais variadas vias cirúrgicas existentes, sendo a melhor via uma decisão individualizada para cada paciente.
Pacientes atendidas
Cirurgias robóticas
Cirurgias por miomas
Sangramento anormal causado por miomas uterinos: Causas, consequências e as melhores soluções cirúrgicas
Muitas mulheres adaptam suas vidas inteiras em torno do ciclo menstrual. Deixam de viajar, evitam roupas claras, faltam ao trabalho e abandonam atividades físicas por medo de vazamentos e constrangimentos. Se você vivencia um fluxo menstrual excessivo, com a presença de grandes coágulos e duração prolongada, saiba que isso não é normal. O sangramento uterino anormal é o sintoma mais clássico e debilitante dos miomas uterinos.
No Instituto de Cirurgia Minimamente Invasiva de Brasília - InVideo, compreendemos que o impacto desse sintoma vai muito além do desconforto físico; ele afeta a sua saúde emocional, sua vida social e sua produtividade. Este artigo foi cuidadosamente elaborado para explicar, com base nas mais recentes e rigorosas diretrizes médicas mundiais, por que os miomas causam esse sangramento intenso e como as modernas técnicas cirúrgicas, especialmente a cirurgia robótica, podem devolver a sua liberdade e qualidade de vida.
O ciclo menstrual de cada mulher possui características próprias, mas existem limites que, quando ultrapassados, indicam que algo está errado. O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG, 2021) e a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO, 2025) destacam o sangramento menstrual intenso como a principal queixa que leva mulheres com miomas a buscarem ajuda médica e intervenções cirúrgicas em todo o mundo. Você deve acender um sinal de alerta e buscar avaliação especializada se apresentar:
As diretrizes do ACOG (2021) também nos trazem um alerta importante sobre o perfil da doença: o sangramento anormal causado por miomas tende a ser mais grave, de início mais precoce e com múltiplos nódulos em mulheres negras. Reconhecer essas características populacionais é fundamental para que o médico ofereça um acompanhamento rigoroso e intervenha antes que a saúde da mulher seja gravemente comprometida.
Para entender a solução, é preciso entender o problema. O útero é um órgão muscular forrado internamente por um tecido chamado endométrio (que é o que descama e sangra durante a menstruação). Os miomas são nódulos sólidos que crescem na musculatura uterina e causam o sangramento anormal através de três mecanismos principais:
De acordo com as diretrizes da Sociedade Europeia de Endoscopia Ginecológica focadas na abordagem histeroscópica (ESGE, 2024 - Parte 2), os miomas submucosos (aqueles que crescem projetando-se para dentro da cavidade uterina, logo abaixo do endométrio) são os principais responsáveis pelos quadros mais severos de hemorragia e sangramento anormal, mesmo quando são de pequeno tamanho. Já os miomas intramurais (no meio da parede do útero) causam sangramento severo principalmente quando atingem volumes maiores.
Normalizar o sangramento excessivo é um erro perigoso. A perda crônica de sangue leva à anemia ferropriva (deficiência de ferro), uma condição médica séria. As diretrizes da FIGO (2025) ressaltam a necessidade de padronizar o cuidado para essas mulheres, visto que o sangramento anormal crônico causa impactos sistêmicos.
Uma mulher anêmica passa a sofrer com fadiga crônica, fraqueza muscular, tonturas, falta de ar aos pequenos esforços, queda de cabelo e unhas quebradiças. Além disso, o cérebro recebe menos oxigênio, o que afeta a memória, a concentração e o humor. No Instituto de Cirurgia Minimamente Invasiva de Brasília - InVideo, avaliamos não apenas o tamanho do seu mioma, mas o impacto que esse sangramento está causando na sua saúde global. A cirurgia, nesses casos, não é apenas para "retirar um nódulo", mas para resgatar a sua energia vital.
A excelência tecnológica: histeroscopia e cirurgia robótica
A medicina moderna abomina os grandes cortes cirúrgicos sempre que houver uma alternativa viável. A tecnologia hoje nos permite tratar os sangramentos mais severos com precisão e recuperação incrivelmente rápida.
Para miomas submucosos: a via histeroscópica
Se o seu sangramento anormal for causado por miomas submucosos, a diretriz da ESGE (2024 - Parte 2) estabelece a miomectomia histeroscópica como o padrão-ouro de tratamento. Neste procedimento, não há cortes no abdome. Uma microcâmera (histeroscópio) é introduzida pelo canal vaginal até o interior do útero, permitindo que o cirurgião visualize e fatie o mioma com energia de alta precisão. É uma cirurgia rápida, que cessa o sangramento excessivo quase imediatamente e permite alta hospitalar, na maioria das vezes, no mesmo dia.
Preservação superior da fertilidade: Ao retirar um mioma intramural grande que causa dor e sangramento, o útero precisa ser suturado (costurado) com extrema perfeição para suportar uma futura gravidez. A cirurgia robótica oferece aos nossos cirurgiões braços mecânicos articulados que superam a amplitude de movimento da mão humana, permitindo uma reconstrução uterina inigualável e segura, sem a necessidade de abrir a barriga da paciente (laparotomia).
Para miomas intramurais e subserosos: a revolução da cirurgia robótica
Quando os miomas responsáveis pelo sangramento estão entranhados na parede do útero (intramurais), a remoção cirúrgica abdominal é necessária. A ESGE (2024 - Parte 1) recomenda fortemente que essas cirurgias sejam feitas por vias minimamente invasivas para diminuir a morbidade cirúrgica, a dor e o tempo de internação.
É aqui que a cirurgia robótica mostra seu imenso valor, sendo essa a principal recomendação para preservar o útero com segurança. Ao tratar miomas volumosos que causam muito sangramento, o próprio ato de retirá-los pode gerar hemorragia durante a cirurgia. A plataforma robótica auxilia o cirurgião a controlar esse risco de maneira extraordinária.
Os benefícios da cirurgia robótica no controle do sangramento anormal incluem:
✅️ Visão 3D e magnificação: O cirurgião enxerga os vasos sanguíneos do útero com uma clareza e profundidade impossíveis na cirurgia aberta ou na laparoscopia tradicional.
✅️ Movimentos articulados: Os braços do robô imitam o pulso humano, permitindo retirar os nódulos e, o mais importante, suturar (costurar) o leito do útero com força e precisão milimétricas. Uma sutura perfeita é fundamental para evitar sangramentos pós-operatórios e garantir um útero forte para uma futura gravidez.
✅️ Minimização do trauma: A precisão cirúrgica robótica causa menos dano aos tecidos saudáveis do útero, o que reflete diretamente em menos dor, menor necessidade de transfusões de sangue e retorno rápido à rotina.
As diretrizes (SOGC, 2025; ACOG, 2021) apontam que mesmo nos casos onde a histerectomia é a escolha da paciente para o tratamento definitivo do sangramento, a via minimamente invasiva, como a robótica, continua sendo a opção mais segura, com menores taxas de infecção e complicações quando comparada à cirurgia aberta.
Referências:
1. FIGO Guideline (2025)
Meinhold‐Heerlein, I., et al. (2025). FIGO Best Practice Guidance for Diagnosis and Treatment of Fibroids. International Journal of Gynecology & Obstetrics.
2. SOGC Guideline No. 461 (2025)
Chen, I., Kives, S., Randle, E., & Vilos, G. A., et al. (2025). Guideline No. 461: The Management of Uterine Fibroids. Journal of Obstetrics and Gynaecology Canada (Society of Obstetricians and Gynaecologists of Canada).
3. ESGE Part 1: Abdominal Myomectomy (2024)
Saridogan, E., Antoun, L., Bouwsma, E. V. A., et al. (2024). European Society for Gynaecological Endoscopy (ESGE) Good Practice Recommendations on surgical techniques for removal of fibroids: part 1 abdominal (laparoscopic and open) myomectomy. Facts, Views and Vision in ObGyn, 16(3), 263-280. [https://doi.org/10.52054/fvvo.16.3.041](https://www.google.com/search?q=https://doi.org/10.52054/fvvo.16.3.041).
4. ESGE Part 2: Hysteroscopic Myomectomy (2024)
Clark, T. J., Antoun, L., Di Spiezio Sardo, A., et al. (2024). European Society for Gynaecological Endoscopy (ESGE) Good Practice Recommendations on surgical techniques for Removal of Fibroids: Part 2 Hysteroscopic Myomectomy. Facts, Views and Vision in ObGyn, 16(4), 383-397. [https://doi.org/10.52054/fvvo.16.4.054](https://www.google.com/search?q=https://doi.org/10.52054/fvvo.16.4.054).
5. ACOG Practice Bulletin No. 228 (2021)
American College of Obstetricians and Gynecologists. (2021). Management of Symptomatic Uterine Leiomyomas: ACOG Practice Bulletin, Number 228. Obstetrics & Gynecology, 137(6), e100-e115. [https://doi.org/10.1097/AOG.0000000000004401](https://www.google.com/search?q=https://doi.org/10.1097/AOG.0000000000004401).